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User / SINDO MOSTEIRO / Sets / O vello cambados: pombais
Sindo Mosteiro / 23 items

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V/ BRAÇO SEM CORPO BRANDINDO UM GLÁDIO

Entre a árvore e o vê-la
Onde está o sonho?
Que arco da ponte mais vela
Deus?... E eu fico tristonho
Por não saber se a curva da ponte
É a curva do horizonte...

Entre o que vive e a vida
Pra que lado corre o rio?
Árvore de folhas vestida -
Entre isso e Árvore há fio?
Pombas voando - o pombal
Está-lhes sempre à direita, ou é real?

Deus é um grande Intervalo,
Mas entre quê e quê?...
Entre o que digo e o que calo
Existo? Quem é que me vê?
Erro-me... E o pombal elevado
Está em torno na pomba, ou de lado?

Fernando Pessoa, 1913.

MÚSICA: Liszt - Années de pèlerinage - I.Suisse - 2. Au lac de Wallenstadt
youtu.be/LCjvHVzjs_s

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La paloma, fábula

Un pozo pintado vio
Una paloma sedienta;
Tiróse a él tan violenta,
Que contra la tabla dio:
Del golpe al suelo cayó,
y allí muere de contado.

De su apetito guiado,
Por no consultar al juicio,
Así vuela al precipicio
El hombre desenfrenado.

Félix María Samaniego (1745-1801)

MÚSICA: Patrick Wolf - Pigeon song
youtu.be/Oa54S8HoigY

N 2 B 499 C 2 E Aug 1, 1998 F Mar 9, 2017
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Fotografía tomada cunha Sony Digital Mavica MVC-FD7 en agosto de 1998.


As pombas

Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada...

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada...

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais...

Raimundo Correia (1859-1911)

MÚSICA: Flook - Wrong Foot Forward
youtu.be/WvtBvSAoS30

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CANTAR

Es la casa un palomar
y la cama un jazminero.
Las puertas de par en par
y en el fondo el mundo entero.

El hijo, tu corazón
madre que se ha engrandecido.
Dentro de la habitación
todo lo que ha florecido.
El hijo te hace un jardín,
y tú has hecho al hijo, esposa,
la habitación del jazmín,
el palomar de la rosa.

Alrededor de tu piel
ato y desato la mía.
Un mediodía de miel
rezumas: un mediodía

¿Quién en esta casa entró
y la apartó del desierto?
Para que me acuerde yo,
alguien que soy yo y ha muerto.

Viene la luz más redonda
a los almendros más blancos.
La vida, la luz se ahonda
entre muertos y barrancos.

Venturoso es el futuro,
como aquellos horizontes
de pórfido y mármol puro
donde respiran los montes.

Arde la casa encendida
de besos y sombra amante.
No puede pasar la vida
más honda y emocionante.

Desbordadamente sorda
la leche alumbra tus huesos.
Y la casa se desborda
con ella, el hijo y los besos.

Tú, tu vientre caudaloso,
el hijo y el palomar.
Esposa, sobre tu esposo
suenan los pasos del mar.

Miguel Hernández

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A GRALHA E OS POMBOS


Uma gralha viu que os pombos eram bem alimentados. Tingiu-se de branco e voou para o pombal. No princípio, os pombos pensaram que ela era um pombo, como eles, e a deixaram ficar. Mas a gralha se distraiu e grasnou como fazem as gralhas. Então, os pombos puseram-na para fora a bicadas. A gralha voou de volta para o seu bando, mas as outras gralhas se assustaram com a sua cor branca e também a expulsaram.

Liev Tolstói (1828/1910), "Contos da Nova Cartilha - Primeiro livro de leitura"

MÚSICA: Liszt - Années de pèlerinage - I. Suisse - 3. Pastorale
youtu.be/872vWKaDwXI


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