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User / SINDO MOSTEIRO
Sindo Mosteiro / 4,718 items

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You sea! I resign myself to you also—I guess what you mean,
I behold from the beach your crooked inviting fingers,
I believe you refuse to go back without feeling of me,
We must have a turn together, I undress, hurry me out of sight of the land,
Cushion me soft, rock me in billowy drowse,
Dash me with amorous wet, I can repay you.

Sea of stretch’d ground-swells,
Sea breathing broad and convulsive breaths,
Sea of the brine of life and of unshovell’d yet always-ready graves,
Howler and scooper of storms, capricious and dainty sea,
I am integral with you, I too am of one phase and of all phases.

Partaker of influx and efflux I, extoller of hate and conciliation,
Extoller of amies and those that sleep in each others’ arms.

Walt Whitman, Song of Myself, 1892.

MÚSICA: Julie Fowlis - Òganaich Uir a Rinn M' Fhàgail
youtu.be/upDC3gyd4RQ

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The smoke of my own breath,
Echoes, ripples, buzz’d whispers, love-root, silk-thread, crotch and vine,
My respiration and inspiration, the beating of my heart, the passing of blood and air through my lungs,
The sniff of green leaves and dry leaves, and of the shore and dark-color’d sea-rocks, and of hay in the barn,
The sound of the belch’d words of my voice loos’d to the eddies of the wind,
A few light kisses, a few embraces, a reaching around of arms,
The play of shine and shade on the trees as the supple boughs wag,
The delight alone or in the rush of the streets, or along the fields and hill-sides,
The feeling of health, the full-noon trill, the song of me rising from bed and meeting the sun.

Walt Whitman, Song of Myself, 1892.

MÚSICA: Julie Fowlis - An Aghaidh Fàilte Na Mòr-Thìr
youtu.be/PTM1HcWmTQ0

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Vosotras, piedras
violentamente deformadas,
rotas
por el golpe preciso del cincel,
exhibiréis aún durante siglos
el último perfil que os dejaron:
senos inconmovibles a un suspiro,
firmes
piernas que desconocen la fatiga,
músculos
tensos
en su esfuerzo inútil,
cabelleras que el viento
no despeina,
ojos abiertos que la luz rechazan.
Pero
vuestra arrogancia
inmóvil, vuestra fría
belleza,
la desdeñosa fe del inmutable
gesto, acabarán
un día.
El tiempo es más tenaz.
La tierra espera
por vosotras también.
En ella caeréis por vuestro peso,
seréis,
si no cenizas,
ruinas,
polvo, y vuestra
soñada eternidad será la nada.
Hacia la piedra regresaréis piedra,
indiferente mineral, hundido
escombro,
después de haber vivido el duro, ilustre,
solemne, victorioso, ecuestre sueño
de una gloria erigida a la memoria
de algo también disperso en el olvido.

Ángel González, Palabra sobre palabra, 1965.

MÚSICA: Julie Fowlis - An Roghainn Dàin Do Eimhir XXII
youtu.be/Se7P5nLh6aQ

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O Cavaleiro da Torre

Fria e escura é a cela
e alta é a torre do castelo
mia madre mia querida
vou indagando às andorinhas
pra saber de tua vida
madre amiga e vida minha
ficou má ficou ruim
e nossa vida era tão linda
nos campos do São Joaquim
malas noites má drumida
oh madre querida
não esqueças de mim
frio fome e sede
já nem sinto em noite escura
vou assentando nas paredes
do castelo das torturas
apagando as más lembranças
as ingratidões perjuras
luz do céu radiosa estrela
me alumia a noite escura
madre adonde anda ela
será qui à mia percura
oh madre querida
madre me jura
madre eu te peço
não chore as penas minhas
nestes versos que te faço
nas asas das andorinhas
te confesso não mereço
teu amor oh madre minha
que te vi já vai bom tempo
já deves estar bem velhinha
ouça-me na voz dos ventos
nas asas das andorinhas
oh madre lamento
estás tão sozinha
vivendo da fé
a minha crença não se cansa
preso ao fio desta esperança
não tiro os olhos dos céus
confiante na Balança
que julga o inocente e o réu
eis que me torno uma criança
pra ver a Santa Face de Deus
madre a ti eu peço a bença
e que perdor os erros meus
oh madre querida
madre adeus.

Elomar Figueira Mello, Cartas cantigueiras, 1983.

MÚSICA: Elomar - O Cavaleiro da Torre
youtu.be/NdCecAeN4kQ

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AS SETE SOMBRAS

Saudade,
— velha torre erguida
nevoentamente
na paisagem de outono da minha alma.
Torre de onde se vê tudo tão longe...
Saudade...
Na distância, a perder-se, a voz de um sino
salma.
A luz no poente
é o pálido eco dessa voz perdida.
A alma da tarde envolve a velha torre.
E na velha torre
erguida
nevoentamente,
ondulam sete sombras silenciosas,
tecendo o sonho da minha vida...
Fico a senti-las. Lembro...
As sete sombras silenciosas...
Uma, quando chegou era novembro,
loura de sol, trazia
as mãos cheias de rosas:
— Deixa-me entrar, sou a Alegria. —
E eu lhe disse: — Bem-vinda sejas, Alegria. —
Outra, tênue, de espuma,
olhos azuis de criança,
lentos gestos de pluma,
surgiu mais tarde a mendigar pousada:
— O meu nome é Esperança.
Venho de muito além. Estou cansada. —
E eu lhe disse: — Descansa.
Bem-vinda sejas, Esperança. —
Veio depois a Felicidade,
tão linda sombra, toda em ouro acesa.
E veio a Dor, veio a Beleza,
veio a Bondade.
Uma noite, bateste. A velha torre
abriu-te as longas portas vagarosas.
E desde então, na velha torre,
tu ficaste, também, serena, inesquecida,
sombra das sombras silenciosas,
tecendo o sonho da minha vida...


Álvaro Moreyra (1888-1964), Lenda das rosas,1916.

MÚSICA: Pentangle - Willy O' Winsbury (Set Of Six ITV, 27.06.1972)
youtu.be/nwqP_yoszCE


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